28 de fevereiro de 2008

Sócrates promete chuva aquecida para o próximo ano

Depois das enchentes na Grande Lisboa, que provocaram vítimas mortais, milhares de pessoas privadas de energia e prejuízos materiais incalculáveis, José Sócrates decidiu fazer promessas eleitorais para ofuscar o inerente debate sobre os problemas de ordenamento do território e a eterna troca de galhardetes entre autarquias, ministros e ambientalistas. "Estamos a falar de um investimento na ordem dos 160 a 200 milhões de euros para fazer da chuva uma experiência confortável e divertida para os cidadãos. Prometo uma pluviosidade equilibrada, sem chuvadas intensas e assumo a meta de nunca mais haver, ao mesmo tempo, chuva, frio e vento forte", afirmou o primeiro-ministro. Segundo o Chuvex, o plano do governo, cada cidadão terá um dispositivo individual que permitirá seleccionar "na hora" a temperatura da água que cairá das chuvas e também escolher a marca, com ou sem gás, a cor e o sabor.