20 de outubro de 2007

Fabricantes de bombas artesanais queixam-se de que vendem menos armas porque terroristas fazem downloads de manuais

A Internet, além de estar a matar as editoras discográficas, está a aniquilar as pequenas casas comerciais do terrorismo que foram, durante décadas, a imagem de marca das cidades do Médio-Oriente. Nos últimos 10 anos 80% das lojas de bombas artesanais de Telavive e Gaza encerraram. "Esta debandada reflecte-se na perda de dinâmica dos centros históricos, quebras no turismo e fuga de moradores para os subúrbios", afirma o presidente da Tikrit Viva, sociedade de Reabilitação Urbana que já recolheu alguns apoios internacionais para revitalizar o comércio tradicional de bombas. “O comércio de bombas tem de se modernizar e apostar no atendimento personalizado e na fidelização do cliente, algo que os downloads ilegais de manuais não oferecem”, acrescentou. Os governos dos principais países do Médio Oriente vão avançar para a legislação que pune quem faça downloads de manuais de fabrico de bombas.