19 de maio de 2006

Governo contrata técnicos de eufemismo

O Executivo aposta na suavização de realidades chocantes, utilizando, para as descrever, palavras agradáveis. A partir de agora qualquer Ministro que não goste de Freitas do Amaral poderá dizer que ele é um homem com espírito inventivo. Teixeira dos Santos aplaude esta medida porque a partir de agora será, na pior das hipóteses, “um amável usurpador do bem alheio”. A partir de agora será dito que “a Justiça, o Ministério das Finanças e a Administração Pública tem um estilo de funcionamento “Vintage”. O Ministério da Economia, o Banco de Portugal e os comentadores de esquerda serão obrigados a dizer que não existe nenhuma crise económica mas apenas “uma fase em que a economia está irrequieta, mansa ou humilde”. Sócrates traça assim o estado do país: “O Estado está ligeiramente untuoso e alentado. O Défice Público está levianamente eminente e vasto. O Plano Tecnológico sopra brando e ténue. Para que consigamos continuar a mover-nos com requinte será giro arrebatar uma maior prestação unilateral Estatal e os seus prodigiosos tributos”.