2 de setembro de 2010

Confúcio deixou de ter vida social porque quando saía à noite não desligava e deixava o resto da malta tensa com os seus ensinamentos

Um dos eternos problemas dos pensadores e autores de doutrinas filosóficas é a incapacidade em conciliar a sua digna missão com a vida quotidiana, que exige leveza de espírito e descontracção. À medida que Confúcio foi enfatizando cada vez mais os seus pensamentos, os amigos foram-se afastando e começaram a combinar saídas sem convidá-lo. “Ele começou a ficar chato e a não alinhar nas maluqueiras do pessoal. Nós queríamos era curtir, beber até cair e derrubar caixotes do lixo sem levar com aquela treta dele da moralidade pessoal, a justiça, a sinceridade, a cortesia, a integridade, a rectidão, a honradez e aquelas cenas estranhas dele. E depois queria obrigar-nos a pensar como ele para sermos discípulos e andar ai a espalhar os ideiais dele. Parecia os tipos da Herbalife. O tipo era um bocado macambúzio e nunca se safou junto das garinas”, testemunhou um vizinho de Confúcio dos tempos em que ele estudava num Externato em Tsou, uma pequena cidade do Estado de Lu, hoje Shantung.