10 de novembro de 2009

Gesto de Manuel Godinho a pedir a conta em almoços de favores é 7 vezes maior que o movimento habitual

A rede de Manuel Godinho era tão tentacular e envolvia tantas pessoas e empresas que isso acabou por se traduzir nos seus gestos quotidianos. Segundo o despacho judicial da operação Face Oculta, a forma como cada arguido do processo pedia a conta em almoços de favores está a ajudar a organizar e a hierarquizar o grau de preponderância criminal dos arguidos. “O Manuel Godinho tinha almoços de favores megalómanos. Há testemunhas que nos disseram que quando o Godinho ia a pagar a conta, que se ouvia uns 9 “pis”, o dobro dos “pis” dos almoços do Vara e do Penedos, e que isso era o empregado a marcar o valor da conta no terminal do Multibanco antes do verde código verde”, revelou um inspector da PJ de Aveiro.

Publicado no Inimigo Público de 6 de Novembro de 2009


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