5 de abril de 2009

Flexibilidade laboral está a prejudicar as condições de forcados

O meio tauromáquico está a viver dificuldades causadas pela chegada de forcados de esquerda. Segundo o presidente do sindicato dos forcados amadores, não é possível fazer boas pegas quando um rabejador ou um ajuda, é obrigado a ser forcado de cara ou cernelheiro porque outro está de baixa. “Conheço muitos forcados que têm o síndroma do canal cárpico porque o patronato continua a recusar colocar cornos mais ergonómicos no touro”, acusou o sindicalista, que critica o excesso de horas extra de trabalho não remunerado. “Temos uma forma de fazer tourada que prejudica o trabalhador e o impede de saber quando abandona o local de trabalho. Uma pega só se considera realizada quando se imobiliza o touro, tornando o horário de saída dependente de terceiros, verificando-se o mesmo no tempo que poderá demorar desde que o forcado, no início da pega, chama o touro até ele vir.”, afirmou o sindicalista.