3 de janeiro de 2008

Acervo de oito mil discos de fado comprado pela câmara são como os álbuns actuais: só o single é que presta

O acervo de oito mil discos raros de fado e outros géneros da música portuguesa foi adquirido pelo Estado Português por pouco mais de um milhão de euros. A aquisição das "raridades" é já considerada o fiasco do ano. O acervo revela que, já na altura, a falta de pachorra para compor novos temas, levava os artistas a lançar discos de 78 rotações com Greatest Hits, álbuns ao vivo, discos novos com hits requentados em múltiplas e estafadas versões ou a recorrer exaustivamente à participação de convidados/amigos especiais só para disfarçar a nulidade artística. As editoras da época também já tinham vícios como o logro dos discos duplos dos fadistas Luís Petroline, Júlia Florista e Armandinho cujos temas cabiam perfeitamente num disco único ou os oito álbuns de bloopers de Alfredo Marceneiro.