14 de agosto de 2006

Milhares de gays são forçados a trabalhar em bares de alterne para entreterem as mulheres dos viciados em futebol

Mané tinha sido aliciado para trabalhar num apartamento onde faria sexo com homens durante 12 horas por dia. Quando foi forçado a aturar mulheres casadas, apercebeu-se que tinha sido enganado. Mané contou a sua experiência traumatizante: “eu ali a fingir-me de atencioso a beber champanhe horroroso. Elas a queixarem-se dos maridos e a dizerem-me que queriam fugir comigo para longe. Disseram-me que eu era sensível, que sabia falar de maquilhagem e da Madonna. Para elas, eu era o homem da vida delas só porque tinha visto todos os musicais do La Féria e do Andrew Lloyd Webber. Elas não imaginam o que custou fazer-me passar por um macho hetero. O que eu queria mesmo era conhecer os marido delas”. Diversas organizações humanitárias já alertaram para esta situação de exploração. “Este tipo de tráfico está nas mãos de quadrilhas muito bem organizadas. São homens, gostam de futebol, são os maridos das clientes mas elas não sabem”, afirmou um “Moita Flores” alemão.