8 de agosto de 2005

Gosto da Madonna, dos ABBA e dos Village People mas não sou Gay, sou Bi

Em Portugal, não há um único homem homossexual. Não há. Em Portugal os homens dividem-se em dois grupos. Temos os heterossexuais e depois temos os bissexuais. Nenhum gay admite que o é ou muito poucos. Por exemplo: um gajo desde que esteja casado, pode até não fazer sexo com mulheres há 10 anos devido a um grave problema de impotência, fazer orgias com malta do exército numa base semanal que nunca admitirá que é gay. “Tenho a minha mulher, sou um homem casado e tenho filhos. Faço sexo com homens para aliviar o stress e para quebrar a rotina”. Dizer que se é gay não é fácil para eles. Dizer que se é bissexual é melhor, é uma coisa moderna. É sempre aquela treta de experimentar coisas novas, de ter a mente aberta. Eles pensam: “eu não sou gay, sou bissexual. Só faço sexo com homens mas quando tinha 6 anos fartava-me de jogar ao bate pé com raparigas. Não sou gay”.

Acho piada quando algumas figuras públicas passam a vida toda a fazer-se passar por hetero mesmo que eles saibam que toda a gente sabe que são gays. As entrevistas com gays é de luxo. O jornalista sabe que ele é gay pensa assim: “este gajo é mariconço, vou lixá-lo”.Depois faz a pergunta mais tramada: “Então quando é que casas? Quando é que tens um filho?” E o gay responde: “não gosto de compromissos, não tenho tempo para o amor. Ainda não encontrei a mulher ideal”.

Os gays são muito coerentes e tentam sempre disfarçar e não admitir a sua homossexualidade. Há um erro fatal. Nenhum hetero diz que a sua alma gémea é a mãe. Dizer que a minha alma gémea é a minha mãe é do mais abichanado que há. Pior que isso só aparecer em revistas cor-de-rosa a fazer ski com o sobrinho ou afilhado. Marco Paulo, só enfia o barrete quem quer!!!