6 de abril de 2009

Cirurgião que se engana nos implantes lança linha de lingerie em que soutien é 36 copa B no lado direito e 42 copa D no esquerdo

O cirurgião José de Mendia, que neste momento acumula oito queixas contra si na ordem, acaba de lançar a sua linha de merchandising. “A minha linha de ganchos e cabides para pendurar casacos e chapéus de chuva é inspirada na forma como os mamilos das minhas clientes ficam depois das operações. Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. Fui eu que lancei os papos nos olhos que permitem pousar uma lata de Coca-Cola na cara sem que esta caia no chão. Uma das minhas clientes até entrou naquela exposição do corpo humano e ninguém topou que ela estava viva”, afirmou o cirurgião.

5 de abril de 2009

Flexibilidade laboral está a prejudicar as condições de forcados

O meio tauromáquico está a viver dificuldades causadas pela chegada de forcados de esquerda. Segundo o presidente do sindicato dos forcados amadores, não é possível fazer boas pegas quando um rabejador ou um ajuda, é obrigado a ser forcado de cara ou cernelheiro porque outro está de baixa. “Conheço muitos forcados que têm o síndroma do canal cárpico porque o patronato continua a recusar colocar cornos mais ergonómicos no touro”, acusou o sindicalista, que critica o excesso de horas extra de trabalho não remunerado. “Temos uma forma de fazer tourada que prejudica o trabalhador e o impede de saber quando abandona o local de trabalho. Uma pega só se considera realizada quando se imobiliza o touro, tornando o horário de saída dependente de terceiros, verificando-se o mesmo no tempo que poderá demorar desde que o forcado, no início da pega, chama o touro até ele vir.”, afirmou o sindicalista.

4 de abril de 2009

Homenagem a João Marcelino

João Marcelino opina sobre o Twitter (vídeo no final):

1 Esta semana fui almoçar com um amigo, também jornalista. Quando regressei, as pessoas com quem mais de perto trabalho já sabiam com quem tinha estado, e onde. Acabara de ser "vítima" da arma mais juvenil das redes sociais, o twitter, ainda por cima às mãos de um jornalista. Felizmente, o "repórter" não entendera ser importante referir que eu e o António Tadeia (desculpa lá ó António corroborar na indiscrição) comemos jaquinzinhos, daqueles que, por falta de corpo, passariam à justa nas malhas da ASAE, se passassem. E fora elegante ao ponto de não referir a pequena nódoa que eu, por aselhice no manuseio de uma chávena de café, trazia nas calças desde a manhã desse dia. Tenho de agradecer. Em 140 caracteres, apesar de tudo, quem capricha pode ser ainda mais inconveniente, quiçá malcriado. Eu, desta vez, escapara…

2 Confesso: também frequento o twitter, de vez em quando, à procura de ideias interessantes, e de notícias, mas o que ali vejo predominar por enquanto é o egocentrismo, a vaidade mal disfarçada, e, imagino, muito problema de solidão. Já que me deram o pretexto, aproveito: faz-me confusão ver pessoas com responsabilidades - no jornalismo, na política, em muitas áreas da vida social portuguesa - a discutirem em público temas tão interessantes como o exame da próstata, a informarem-nos sobre o que comem, a dizerem aos seus fanáticos e devotos "seguidores", que cultivam com evidente gozo e em orgulhosa competição, onde estão e o que fazem. Sinceramente, respeito mas não gosto. Em definitivo, só estranho que estas novas estrelas do big brother twitter, algumas das quais se rebelaram na altura contra o tabloidismo de determinados formatos televisivos, chafurdem agora no mesmo mundo, oco e exibicionista, ainda por cima de borla. O José Castelo Branco, ao menos, fazia-se pagar pelas rábulas. E às vezes tinha graça, o que não é de somenos.

Homenagem a Alberto Costa

Especialistas concluem: mulheres têm uma maneira de andar no Inverno e outra no Verão

Durante um curso complementar no âmbito da 12ª edição dos Cursos Internacionais de Verão de Cascais, um especialista, durante a pausa de duas horas para mascar pastilhas de canábis, lançou a polémica. Segundo Django Reuser, no Verão, a velocidade da locomoção feminina chega a ser duas vezes mais rápida que no Inverno. A causa é a pressa constante de ter de chegar a horas a todos os encontros marcados com o aumento exponencial do uso do telemóvel porque os sinais emitidos excitam a parte do córtex cerebral. O especialista continuou: “Segundo uma análise à actividade cerebral feminina, o andar de Verão é pensado e ensaiado. Os factores neurológicos que levam ao sentimento de auto-estima e bem-estar são auto-simulados. As mulheres acatam cegamente os tópicos de revistas da treta que aconselham a mulher a ser sexy e confiante no Verão. Em Outubro, hábitos como o Prozac, a auto-mutilação e a escuta solitária de Avril Lavigne regressam”.

3 de abril de 2009

Homenagem a Fernanda Câncio

Restaurante decide respeitar actual moda moderna da igualdade sexual e coloca conta posicionada de forma equidistante na mesa

A indústria da restauração já está a adaptar alguns rituais tradicionais aos novos tempos. Alguns restaurantes estão a reajustar todas as instruções dadas ao seu pessoal de forma a ultrapassar determinados conflitos. “Temos de ter muito cuidado com o preconceito porque as pessoas podem ficar indignadas com qualquer coisa. Temos centenas de horas de formação para calcular o ponto de equidistância e temos de ajustá-lo às várias formas que os casais têm de se posicionarem na mesa. Não podemos falhar um milímetro porque as pessoas dão por isso. Nós já estamos preparados para todas as situações. Quando é um casal gay, evitamos colocar a conta mais próxima do menos amaricado.”, afirmou um empregado. Publicado no Inimigo Público, Março de 2009

2 de abril de 2009

Metade das lixeiras a céu aberto em Portugal já aderiram ao feng-shui

A adaptação feng-shui das lixeiras portuguesas tem sido bastante elogiada em vários países do mundo. Este método exclusivamente português consiste em usar os elementos energéticos dos detritos de forma a criar uma combinação que estimule o equilíbrio, bem-estar e a harmonia. “As lixeiras têm um padrão energético muito particular e exigem fortes contrastes e especial preocupação com a luz, a cor e os brilhos. Pintámos todos as carcaças de automóveis de ascendente serpente em azul forte, os pneus de vermelho e os carros acidentados de alta cilindrada em laranja. Colocámos velas e lamparinas a cercar os resíduos hospitalares. Aqueles arranjos de flores e plantas vivas dão um toque muito dinâmico e festivo à secção violeta/púrpura dos materiais corrosivos”, afirmou uma consultora.

1 de abril de 2009

O vídeo - "Inimigo, o Site: The making of (uma manhã e fomos almoçar)"



Andorinhas que estão a voltar de Angola na Primavera para Portugal constroem ninhos mais faustosos que as de outros países

O fulgor económico angolano já se reflecte no estilo de vida das andorinhas. Os ninhos das andorinhas vindas de Angola são feitos com lama do Mar Morto, revestimento de pele de búfalo e a palha é feita a partir de gramíneas de bambu, cana de açúcar e arroz basmati. As famílias de andorinhas angolanas utilizam aves oriundas de países mais pobres para a construção dos seus ninhos duplex, para apanhar insectos e cuidar das crias. A localização dos seus ninhos é reveladora do seu nível económico e social. Os ninhos são instalados exclusivamente nos beirais dos edifícios luxuosos da Linha de Cascais com vista para o mar e os seus ninhos de fim-de-semana estão situados em montes alentejanos, Aroeira ou Belas.