7 de agosto de 2016

Daesh anuncia que já tem o mesmo modelo de negócio da UBER: sem deter uma única bomba, é apenas uma plataforma com malucos que fazem o serviço todo para eles em troca de endorsement

Apesar de seguir uma leitura radical das escrituras islâmicas e ter uma visão sectária, o Estado Islâmico consegue conciliar a visão retrógrada do wahabismo e do salafismo jihadista com os princípios da chamada economia colaborativa das startups do século XXI e mesmo XXII. “O Facebook não produz conteúdos, a Uber não tem um único carro, a Airbnb não possui um único imóvel e o Estado Islâmico não tem uma única bomba, arma ou machado. Somos uma app de terror e ódio disponível para todas as plataformas. Nós apenas fazemos a ligação entre a oferta de vidas humanas disponíveis no mercado para serem dizimadas e os psicopatas que querem usufruir de um atentado associado a uma marca de prestígio como é o Daesh. O lobo soli-tário, o tarado da internet, não quer ser apenas mais um tontinho com problemas psiquiátricos que faz um acto isolado, um atentado desqualificado e indiferenciado de marca branca. Quer ser um soldado franchisado do Estado Islâmico e estar associado a todo um contexto poderoso e mediático”, explicou o CEO do ISIS.