27 de julho de 2011

Euro quer ser cremado quando morrer

Com o agudizar da crise da dívida pública da zona euro, com uma crise de confiança sem precedentes, com os ataques especulativos incontroláveis, com a turbulência nos mercados financeiros e a sensação de que é impossível a Europa chegar a um consenso, a moeda europeia já começou a preparar-se para o pior e já só está preocupada em ter um final digno. O euro escreveu na sua auto-biografia um testemunho em jeito de testamento e que foi esta semana enviado para a Conservatória dos Registos Centrais de todos os Ministérios da Justiça dos países da zona euro. Num tom desesperado e comovente típico de quem padece de uma doença incurável já em estado terminal, o euro pediu: "Quando morrer, quero ser cremado para que as minhas cinzas alimentem as ervas, e as ervas alimentem a mente dos loucos. Loucos como eu", escreveu o euro, citando a famosa frase de Bob Marley. E terminou com uma mensagem especial dirigida aos líderes dos países da zona euro: “Quero que vocês se fodam”.