4 de dezembro de 2008
Presos apressam-se a acabar de escrever os livros para lançá-los antes de Obama fechar Guantánamo
O compromisso reiterado por Barack Obama de fechar a prisão americana de Guantánamo está a provocar uma rebelião dentro da unidade da CIA. Vários prisioneiros estão desesperados com a escassez de tempo que lhes resta para acabar de escrever a sua história. “Fui apanhado de surpresa. Tenho uma semana para escrever 150 páginas porque a editora quer lançar o livro antes do Natal. Com o volume a que eles colocam a Christina Aguilera, torna-se impossível estar concentrado a escrever durante muito tempo. Eu ainda estou no primeiro capítulo que fala da forma como fui capturado e vendido por 5 mil euros só porque estava a fazer um curso de Alcorão no Afeganistão. Não vou ter tempo de descrever ao pormenor todas as torturas que sofri aqui dentro até porque tenho metade desta semana preenchida com sessões fotográficas de nú artístico para um livro que a Taschen está fazer sobre mim”, afirmou um prisioneiro.
Presos apressam-se a acabar de escrever os livros para lançá-los antes de Obama fechar Guantánamo
O compromisso reiterado por Barack Obama de fechar a prisão americana de Guantánamo está a provocar uma rebelião dentro da unidade da CIA. Vários prisioneiros estão desesperados com a escassez de tempo que lhes resta para acabar de escrever a sua história. “Fui apanhado de surpresa. Tenho uma semana para escrever 150 páginas porque a editora quer lançar o livro antes do Natal. Com o volume a que eles colocam a Christina Aguilera, torna-se impossível estar concentrado a escrever durante muito tempo. Eu ainda estou no primeiro capítulo que fala da forma como fui capturado e vendido por 5 mil euros só porque estava a fazer um curso de Alcorão no Afeganistão. Não vou ter tempo de descrever ao pormenor todas as torturas que sofri aqui dentro até porque tenho metade desta semana preenchida com sessões fotográficas de nú artístico para um livro que a Taschen está fazer sobre mim”, afirmou um prisioneiro.
Nova versão da Fábula da cigarra e da formiga: governo socialista paga à formiga as dívidas da cigarra
Algumas fábulas atribuídas a La Fontaine foram recentemente adaptadas à conjuntura portuguesa actual. Na nova versão, a formiga continua a trabalhar arduamente, constrói a sua casa e armazena provisões e mantimentos para aguentar o Inverno. A cigarra passa o Verão a divertir-se sem se preocupar em juntar comida nem em construir um abrigo. Chegado o Inverno, a cigarra pede à formiga uns grãos emprestados e a formiga, apesar de saber que a cigarra não tem meios para pagar, acaba por aceitar por ser o último ano antes das eleições.
Nova Versão de Pretty Woman
Prostituta de luxo apaixona-se por empresário português e aceita sustentá-lo.
3 de dezembro de 2008
Crise de emprego de actores portugueses: elogios a José Eduardo Moniz durante entrevistas subiram 78,76% nos últimos 3 meses
Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat/TV7 Dias, o poder de compra dos actores portugueses voltou a cair pelo segundo trimestre consecutivo, sendo actualmente metade da média dos actores da União Europeia. Das 1437 entrevistas analisadas, os elogios a Moniz que mais subiram foram “Rei Midas” (34,54%), “visionário” (65,4%), “trabalhador incansável” (70%), “devo tudo a ele” (85%) e “o maior profissional da televisão portuguesa” (95%). O estudo detecta também uma subida considerável do hábito dos actores portugueses em usar elogios a José Eduardo Moniz como resposta mesmo que o jornalista tenha perguntado se o actor gosta mais de fazer de herói ou de vilão ou se é muito abordado na rua pelas pessoas.
2 de dezembro de 2008
Crise nos cabelos: loiras pintadas deixam a raiz preta crescer mais 5 centímetros que em 2007
A crise e a perda do poder de compra está a afectar as loiras falsas. Tal como as pessoas atrasam os pagamentos das prestações dos créditos, também as loiras falsas adiam a ida ao cabeleireiro até terem liquidez financeira. Segundo o gabinete da Deco de apoio ao consumidor endividado, o número de mulheres que desistiram de ser loiras falsas e voltaram ao tom natural aumentou de forma drástica relativamente ao ano anterior. “As mulheres estão mais conscientes e já sabem adaptar-se um pouco melhor aos novos tempos. Algumas mulheres reduzem o comprimento do seu cabelo de acordo com a disponibilidade financeira de forma a não adiarem as colorações. Mas há ainda muitas mulheres que não assumem que têm um problema e optam por usar aqueles lenços da moda na cabeça pagos com o Visa para tapar a parte que já não está loira”, afirmou uma responsável da Deco.
12 de novembro de 2008
Cada um dos três andares do prédio onde viveu Pessoa tem semelhanças com cada um dos seus heterónimos.
O 1º andar do número 12 da Rua Almirante Barroso está decadente como Álvaro de Campos. A ausência de utensílios confirma o espírito niilista de que ali não havia a ilusão de resolver algo com tão pouco. Foram encontrados dezenas de cinzeiros espalhados pela casa toda e perto de cada interruptor há um letreiro a dizer “podes acender a luz mas continuarás nas trevas”. A casa está de acordo com a incapacidade de estar bem em algum lado: os lavabos contêm janelas enormes, a televisão está colocada na única divisão em que não há tomadas e os telecomandos estão no quarto junto a um vídeo sem televisão. O 2º andar tem a sofisticação e o bom gosto de Ricardo Reis. Todos os móveis têm acabamento ebanizado. As portas são feitas em madeira de wengé e vão do chão ao tecto e os spots embutidos evidenciam as obras de arte helénica como uma coluna e uma estátua. O 3º andar tem o mau aspecto, a pobreza e o desprezo pelos livros e pelo intelecto característicos de Alberto Caeiro. Não tem luz para a leitura nem condições para armazenar livros. Todas as divisões têm uma saída para uma varanda que preenche a necessidade que Caeiro tinha de ver o mundo “simples e belo”. O material de leitura resume-se ao 24 horas e a revistas do social, para impedir que o pensamento possa tornar o mundo “complexo e problemático, onde tudo é incerto e obscuro”.
11 de novembro de 2008
Manifestação na Cova da Moura: não há quem coloque unhas de gel há duas semanas
Depois da revolta manifestada pelos habitantes da aldeia alentejana de Albernoa, no concelho de Beja, estarem sem cuidados de saúde há quase dois meses, os moradores da Cova da Moura decidiram também protestar contra a falta de profissionais da estética no seu bairro. “A única pessoa que faz as unhas está de baixa depois de ter levado com uma bala durante um tiroteio entre o gangue do marido dela e um gangue rival. As minhas unhas estão miseráveis. Preciso de pó acrílico glitter gold, de um reforço de verniz cromado e de renovar a arte das minhas unhas com sequins rosa e spangles em forma de estrela. Coloquem alguém a substituí-la, por favor. É penoso ter de apanhar um táxi para ir à Amadora e ser atendida por uma estilista de unhas de gel que não me conhece e é muito mais cara”, afirmou uma angolana.
6 de novembro de 2008
Refeitórios de escolas primárias já têm zonas para fumadores e não fumadores
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, formalizou esta semana a abertura do novo ano escolar na escola primária Afrodite. Uma das medidas anunciadas para este ano é a possibilidade de os alunos optarem por várias ementas desde o convencional até ao vegan, kosher ou a gastronomia inventiva de Luís Suspiro. A ministra garante que até ao final do corrente ano todas as escolas primárias oferecerão aos alunos serviços como botox, massagem anti-stress, drenagem linfática, tratamentos anti-queda, squash, pilates, cabeleireiro e astrólogo. A visita teve como ponto alto a inauguração do Motel Panda onde os alunos poderão dormir a sesta após o almoço. " A suite Conan tem berço redondo de casal com lençóis de seda, jacuzzi e lubrificantes Hello Kitty", afirmou a directora da escola. Maria do Mar, de 9 anos afirmou ao Biscoito: "Estou muito contente. A minha escola parece aquelas empresas nórdicas. O facto de a escola ter um infantário vai aliviar-me muito. Vou poder ver o meu filho ao almoço".
3 de novembro de 2008
Salão Erótico de Lisboa: casting para filme porno contou com 347 candidatos para fazer de inspector ASAE, 345 banqueiros e 658 cobradores do fraque
A quarta edição do Salão Erótico Internacional de Lisboa (SIEL) teve como principais novidades, um confessionário só para mulheres, o alargamento da secção Swinger e a rodagem de um filme de Sá Leão na secção Estúdio X. O novo filme de Sá Leão é uma metáfora sexual sobre a actual crise bancária. “Temos várias histórias, como a de um corrector que é açoitado por um militar gay de raça negra depois da perda de 10 mil euros num fundo de acções, trocas de casais durante um dia de crash na bolsa de Tóquio e uma mulher que presta serviços sexuais a credores para pagar dívidas do jogo da bolha do marido. No final, temos chuva dourada entre banqueiros falidos, travestis islandeses, funcionárias do FMI, um anão com uma cara muito parecida com a do Sarkozy e especuladores do mercado de futuros”, afirmou Sá Leão.
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