17 de setembro de 2006

CP deixa de cobrar taxa de revalidação nos casos em que o cliente é obrigado a ouvir a história da vida da pessoa que vai ao seu lado

O provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, considerou que a CP deveria alterar esse procedimento «visto que os passageiros não podem ser penalizados pela quantidade de estafermos idiotas que nada têm para fazer na vida a não ser azucrinar a malta». A CP acatou a sugestão do Provedor de Justiça e decidiu que os seus clientes não terão de pagar a taxa na situação descrita mas só é válida com a apresentação da gravação da conversa. O IP teve acesso à gravação do primeiro queixoso: “Cá estamos. Está sol mas não estou nos meus dias. Eu sou muito boa pessoa mas quando me fazem mal chega-me a mostarda ao nariz. Não é defeito, é feitio. Eu cheguei a partilhar o pão com a minha cunhada e ela roubou-me o marido. Ele não teve culpa porque os homens são assim. Elas agora são piores que eles. Enfeitiçam e eles vão atrás. O meu actual companheiro tem um problema na “prosta” e agora anda a punir-me. Não me dá nada vai para 3 meses e já me disse que queria que eu o largasse da mão.”